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Consagração - Compromisso

TEXTO: 1 João 3: 1-18

NOSSO CONTEXTO

O mundo vive a era do individualismo, onde a minha necessidade, satisfação e objetivos vem em primeiro lugar, mesmo que isso signifique passar por cima ou excluir uma pessoa. O culto ao prazer (hedonismo) exacerba o individualismo e encuca nas pessoas um sendo de proteção daquilo que é seu e o pior, um sentimento de prejuízo quando ao que é seu (tempo, recursos, talentos) não é revertido em algum tipo de benefício para ele.

Não bastante, o mundo, ainda mergulha as pessoas no mar da insaciabilidade, criando consumidores compulsivos que nunca sentem-se completos.

Quais os efeitos colaterais deste espírito?

1. Individualismo: as pessoas só têm compromisso consigo

2. Relacionamentos frágeis: só dura enquanto for bom para mim

3. Desrespeito ao próximo: meus objetivos e necessidade são mais importantes

4. Medo da morte: medo de perder, de ficar no prejuízo, de levar desaforo para casa

5. Solidão: pessoas dão trabalho e consomem tempo, então sozinho chego mais rápido

COMO DEUS AGE

1. Coletividade: Deus nos adota como filhos e comunica sem reversas as suas virtudes a todos. Agora carregamos em nosso nome o sobrenome “de Deus”. Ele nos marca e comunica vida a todos nós. Somos agora conhecidos pelo nome de Deus. Somos parte um do outro.

2. Relacionamento consolidado: O compromisso de Deus é tão profundo e sua comunicação de virtudes tão completa que Ele mesmo afirma que “não cometemos mais pecado” (verso 09). Isso significa que naquilo que depende Dele, não há mais separação. É assim que Ele nos vê, pois nascemos Dele. Separação não é uma opção para Deus.

3. Amor ao próximo: o próximo faz parte dos nossos objetivos e vida. Para se ter sucesso, não basta que eu alcance os meus objetivos, é necessário que o próximo seja alcançado, socorrido e, se caído, levantado. Ninguém fica pelo caminho.

4. Alegria de viver: consciência que toda a virtude, vida, paz, alegria e amor nos foi comunicado. Tudo que precisamos neste mundo está garantido por Deus. Qualquer medida que de mim for repartida não deixará lacuna ou falta, pois Deus está em nós. Diante de oportunidades que representam desafios, o cristão não ataca nem defende; apenas ama.

5. Comunhão: somos todos parte uns dos outros. Só chego lá se o meu próximo está comigo e em mim. Mais importante do que estar perto é estar ligado, entranhado ao próximo. A comunhão não é apenas ter as coisas em comum, é não se enxergar mais como um.


QUESTIONAMENTOS

1. Por que temos resistência em dar a nossa vida pelo irmão?
Porque pensamos que de alguma forma está sendo subtraído de nós. Pensamos em oferta como subtração e não como adição de vida.

2. O que significa dar a vida?
Muitas vezes pensamos que significa morrer pelos nossos irmãos; abrir mão dos nossos sonhos, das alegrias e nosso tempo. De fato, dar a vida assassina o individualismo, mas tem o significado mais de “viver” pelo meu irmão do morrer. Isso significa, incluí-lo em nossas alegrias e comunicar a ele as virtudes.

3. Como lidamos com as pessoas que demandam de nós?

4. Onde temos investido nossos recursos (dinheiro, tempo, dons, virtudes)?

5. Quais os nomes das pessoas marcadas por você?

Em Cristo

Ricardo Rocha

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Consagração - Vivendo em Unidade

Texto: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:21

Unidade não é uniformidade
  • Unidade é de origem interior e constitui uma graça espiritual
  • Uniformidade é de origem exterior e é resultante de uma pressão

Paulo usa o corpo humano para retratar a unidade cristã - 1.Co 12 - partes diferentes que constituem uma só unidade e trabalham em conjunto.

A graça da Unidade (1-3): Vocação chamados á pertencer a Cristo, e andar cheios do Espírito.
  • Humildade – Colocar cristo em primeiro lugar , e então o irmão e você.
  • Mansidão – não é fraqueza, mas sim poder sob controle.
  • Longaminidade – capacidade de tolerar o desconforto sem revidar.
  • Suportar em amor – ser capaz de através do amor ter força para ajudar o irmão
  • Diligencia – zelosos e desejosos em preservar a unidade do Espírito ( igreja , lar, tudo)
  • Paz – Guerras exteriores são reflexos das interiores. – Col 3:15 E a paz de Cristo, chamado, coração

A base da Unidade – (4-6): Nossa doutrina deve ser as verdades bíblias e o Amor.
  • Um só corpo - Somos inseridos no corpo em nossa conversão, Igreja é o Corpo de Cristo – Co 1: 18 ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos...
  • Um só Espírito - é fundamental para a unidade , 1 Co 12: 13 Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.
  • Um só batismo – recebemos o Espírito quando aceitamos a Cristo. Ele habita em nos. Rom 8:9 ; 1 Co 3:16
  • Um só Senhor – nosso mediador (1 Tim 2-5), o cordeiro santo (1 Pe 1: 19-20)
  • Uma só fé – cremos somente nas verdades bíblicas e nas promessas de Deus reveladas.
  • Um Deus e Pai – Dt 6:4 O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Jo 3:17 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.

Somos todos filhos dentro de uma mesma família, amamos o mesmo pai, temos o mesmo senhor, cremos na mesma fé, então deveríamos ser capazes de andar juntos em amor.

Dons para Unidade (7-11) – aptidão divinamente concedida para servir a Deus.
  • Os dons são concedidos por Cristo por meio do Espírito Santo

O Crescimento da Unidade (12-16) – Corpo de Cristo constituído por verdadeiros cristão com maturidade espiritual
  • Semelhança a Cristo – Disposição de servir (dar a vida ! 1 Jo 3:16)
  • Ministramos uns aos outros (alimentados da palavra de Deus)
  • Estabilidade, não fica desesperado, não fica pulando de um ligar para outro.
  • Verdade combinada com amor

    • Verdade sem amor = brutalidade
    • Amor sem verdade = hipocrisia
    • Capacidade de compartilhar a verdade com irmãos e irmãs em Cristo em amor
    • Pv 27: 6 Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos.

  • Cooperação – Todos são importantes na congregação e podem dar sua contribuição para o corpo.

Conclusão
O Corpo cresce quando os indivíduos crescem.
Os indivíduos crescem quando se alimentam da palavra e ministram uns aos outros.

Convém comentar a ênfase no Amor : Amor é sistema circulatório do corpo
- suportando-vos em amor – 4:2
- seguindo a verdade em amor – 4:15
- edificação de si mesmo em amor – 4:16

A unidade espiritual não é algo que criamos, é algo que já possuímos em Cristo e devemos proteger e cultivar.

Pr. Estevao
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Vida Despojada

”Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano,  ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz.” (Fp 2,6-8 – NTLH)
A idéia da simplicidade como uma virtude nos parece muito estranha. Parece não combinar com o caminho do sucesso, aquele, que todos nós devemos trilhar.A simplicidade parece destoar de nosso conceito de ser bem sucedido: ascensão social, posses, riquezas, prestígio e poder.

Quem são nossos heróis? Quem são nossos modelos de vida? Talvez isto nos ajude a responder porque não consideramos a simplicidade uma virtude.

O cristianismo está repleto de histórias de homens e mulheres que poderiam ser chamados hoje de anti-heróis. Pois o que eles alcançaram não poderia ser chamado nos dias de hoje de sucesso.
Francisco de Assis, um homem que recebeu um chamado muito claro da parte de Deus, foi especialmente impactado por três passagens bíblicas:
“Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me”.
“Não levem nada pelo caminho: nem bordão, nem saco de viagem, nem pão, nem dinheiro, nem túnica extra.
“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Francisco em sua experiência de conversão não teve grande dificuldade em colocar estas verdades em prática de uma forma bastante literal, entendendo que foi chamado para viver em extrema simplicidade e pobreza. Surpreendentemente, o resultado não foi uma vida de resignação e angustia, mas, pelo contrário, a alegria e o contentamento de Francisco era o que mais provocava admiração nas pessoas. Adquiriu muitos seguidores e seu movimento se tornou uma ordem monástica.

Gosto especialmente do episódio em que o pai de Francisco indignado com a forma com que ele desperdiçava o dinheiro da família com os pobres, o leva até o bispo local para ser repreendido. Neste momento, na presença do bispo, Francisco abre mão de todos os seus direitos à herança e de seus pertences e devolve ao pai roupa que usava, partindo nu. Nesta ocasião, disse ao seu Pai:

“Até agora eu te chamei de pai, mas de agora em diante posso dizer sem reservas: Pai nosso que estas no céu. Ele é toda a minha riqueza e nele deposito toda a minha confiança”

Dificilmente um homem que começa sua história rico e termina pobre, pode ser considerado um herói, um modelo, um exemplo a ser seguido ou uma paradigma de sucesso cristão. Mas quando olhamos para o exemplo de Jesus Cristo, a questão fica mais séria. Pois Cristo é o nosso maior e único modelo:
“não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se” (v.6 - NVI)
Jesus nos ensinou o desapego e desprendimento da riqueza e da glória. O apego a glória comprometeria sua missão e o desviaria de seu alvo.
“mas esvaziou-se a si mesmo” (v.7)
Jesus nos ensinou o esvaziamento como um caminho possível. Nem sempre o objetivo é crescer, prosperar e ascender. Às vezes, somos chamados ao esvaziamento e a diminuição. Como dizia João Batista: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”
“vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.” (v.7)
Oração de Francisco de Assis: “Deus todo-poderoso, eterno , justo e misericordioso, que seja do vosso agrado, sermos interiormente limpos, iluminados e inflamados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir os passos do vosso bem amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Poema Desapego – de Gladir Cabral
Estender a esteira,

Sacudir a poeira,

Desatar as sandálias dos pés,

Entregar a moeda da mão

E o tesouro do seu coração.

Ir além da porteira

E cruzar a fronteira,

Não voltar mais os olhos pra trás,

Ignorar as estátuas e os sais

E os navios ancorados nos cais.
É preciso recusar,

É preciso esquecer,

É preciso não se apegar,

Porque tudo o que temos

Não é nada que somos,

Vida, vento, tempo, voz e chão.
Possuir as estrelas,

Dominar as alturas,

Ter a posse das constelações,

Já não creio em tais ilusões,

Quero gente, fogueira e canções,

Uma vida mais simples,

De alegrias constantes

E de amores intensos e sãos,

De desejos sinceros e bons,

Como um quadro de múltiplos tons.

Que Francisco de Assis não é nosso tipo de herói e modelo, nós já sabemos. Mas, e quanto a Jesus Cristo? Ele é mesmo nosso herói e modelo? Desejamos ser como Ele?

Jesus nos ensinou o chamado ao serviço e a identificação com aqueles que são mais humildes do que nós. Jesus viveu uma vida de serviço. Tudo o que Jesus recebeu do Pai ele compartilhou com seus seguidores.

A verdade é que nem todos nós somos chamados a abrir mão de nossos bens e posses, como ocorreu com o jovem rico que desejava seguir a Jesus; mas com toda certeza, como cristãos, todos somos chamados ao desapego e a simplicidade.

Vlw galera!

Pr Kellé
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